.: A base de todas as bases :.

A tarefa mais difícil é avaliar, sem dúvida alguma. Temos de ser justos. A Escola não é nem pode ser uma linha de montagem. As crianças, os nossos alunos, não são máquinas. São seres humanos que estão a tentar dar o seu melhor. Sim, todos os dias estes gaiatos tentam dar o seu melhor, à sua maneira. Temos de conseguir, dentro dos condicionalismos do nosso dia-a-dia, das nossas vidas, das nossas limitações como seres humanos – sim, os Professores são seres humanos – atribuir uma classificação, uma nota, um valor, algo que diga que um gaiato se destaca em relação a outro. Não é que um seja melhor do que outro, pois todas as crianças são à sua maneira, únicas, e não existe quem possa afirmar o contrário. Então, estamos perante algo que na sua essência é extremamente difícil de ser feito. Temos de saber distinguir à partida o que desejamos para o nosso sistema de ensino. A Escola tem uma grande responsabilidade entre mãos. Se há um sítio onde deve haver justiça, a Escola é sem dívida alguma, esse sítio. E a justiça vai para além do conhecimento que estamos a transmitir, ou desejamos que os gaiatos aprendam. O ponto de partida, o verdadeiro ponto de partida está no facto de que um gaiato só avança se vir que, o que o rodeia é justo, honesto, verdadeiro, ou seja, bom. Os gaiatos têm de sentir justiça, segurança, enfim, os princípios básicos da vida. Só avançaremos, quando conseguirmos ser justos. E que grande responsabilidade a nossa.